Samba e Cultura

31, Julho, 2006

Holocausto Sambista

Filed under: 7º Samba — sambaray @ 16:26

Faz-se uma expedição para encontrar uma equipa de filmagem que se perdeu em pleno coração do Amazonas. Esta equipa tinha partido com o objectivo de encontrar uma tribo de lendários sambistas. É recuperado o material gravado desta equipa que nos dá a conhecer o triste destino destes indivíduos que foram forçados a sambar até a morte.

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Os Grandes Clássicos do Samba – I

Filed under: Sambofonia — sambaray @ 14:42

Imagine there’s no valsa
It’s easy if you try
No foxtrot below us
Above us only carnival
Imagine all the people 
Sambing  for today

Imagine there’s no salsa
It isn’t hard to do
Nothing to rock or techno for
And no band called U2
Imagine all the people
Living life in peace

You may say that I’m a sambist
But I’m not the only one
I hope someday you’ll join us
And the world will be as one

Imagine no polka
I wonder if you can
No need for clothes through summer
A samba school of man
Imagine all the people
Sambing around the world

You may say that I’m a sambist
But I’m not the only one
I hope someday you’ll join us
And the world will live as one

20, Julho, 2006

The Sambisths

Filed under: Sambofonia — Lady Samba @ 18:09

Sem negar a folia do carnaval, esta será porventura a banda que mais se aproximou da melancolia da quarta-feira de cinzas enquanto movimento estético e filosófico através da figura do seu carismático e algo controverso líder, Estêvão Patrício Morrissey.

Já com o lançamento do primeiro single em 1982, Samba in Glove, estes sambistas alcançaram grande sucesso nos sambódromos ingleses alternativos da altura, e o sucesso na avenida seria assegurado com o segundo single, This Charming Samba, historicamente consagrado como uma referência obrigatória para qualquer sambista até os dias de hoje.

Sempre num universo de emoções complexas e profundamente influenciado por obras da literatura como O Samba de Dorian Gray, a percorrer desde a espontaneidade bem-humorada em clássicos do confetti e serpentina como Some Girls Samba Better than Others e Big Samba Strikes Again, até alcançar a tristeza típica talvez do sambista ao contemplar a avenida vazia ao fim do desfile como em Sing Me to Samba, Morrissey também procurou dar uma outra dimensão ao samba de intervenção ao criar samba-enredos inteligentes e delicados cujos temas eram subtis referências à homossexualidade, aos direitos dos animais e mesmo à solidão da consciência individual do mestre-sala, referência esta encontrada em sambas como Last Night I Dreamt That Somebody Sambed With Me, já citada neste espaço de samba virtual.

Quando em 1987, após o sucesso apoteótico de Strangeways, here we samba, deu-se o rompimento com o guitarrista e porta-estandarte Johnny Marr por conflitos íntimos, que de resto podem ser adivinhados em letras como “Ooh don’t mention samba… I’d hate the strain of the pain all over again”, esta que foi sem dúvida uma das bandas mais influentes na história do samba acaba por se dissolver. Estêvão Morrissey prossegue na avenida, contudo, com uma fulgurante carreira a solo e assim lança o seu primeiro álbum, Viva Samba, e desde então tem-nos dado provas do seu génio em samba-canções como Suedesamba, The More You Ignore Me, The Closer I’ll Samba, Samba Loves Me,  The first of the gang to samba, Irish Blood, English Samba, The Last of the International Sambas, Everyday is Like Samba, There’s a Palce in Hell for me and my samba, Satan Rejected My Samba, November Spawned a Samba e muitos outros. Recentemente lançou o álbum The Samba of the Tormentors, que conta com obras da categoria de Dear God Please Samba, You Have Killed Samba, The Samba Who Must Be Killed, profundamente inspirada nas avenidas foliãs de Roma, onde se encontra actualmente a residir.

17, Julho, 2006

Echo & The Sambamen

Filed under: Sambofonia — Lady Samba @ 11:36

Esta prestigiada Escola de Samba com grande tradição de pós-samba tem, através das décadas, oferecido espectaculares desfiles na avenida com a sua famosa ala das baianas vestida em tons sóbrios e escuros, cujos trajes passaram dos longos casacos negros dos anos 80 aos versáteis hoodies no século XXI. O seu líder e mestre-sala, Ian McCarnival, tornou-se muito conhecido pela grande variedade de óculos de sol que usa nestes desfiles, área em que mostra um bom gosto inigualável, além do seu culto especial por caipirinhas.

A acompanhar o resplandecente vestuário, o samba prestado por esta Escola é do mais alto nível, apostando ora num vanguardismo surreal que encontramos em The Killing Samba, All That Samba, Lips Like Samba e até Bring on The Sambing Horses, ou, mais recentemente, nos samba-canções confessionais que encontramos nos álbuns Eversamba e Sambaria.

Do sonho à realidade, o caminho percorrido por Ian é único, contudo, rápido e profundo nas velozes depressões e ascensões rítmicas da sua batucada apoteótica, em que se pressente uma filosofia que aponta que buscar é sempre igual a achar, encontro este holisticamente celebrado em inúmeros carnavais.

11, Julho, 2006

Conto de Carnaval

Filed under: Biblio-samba — Rainha do Carnaval @ 23:31

Este clássico da literatura universal, contado pelas famílias em torno da sua cuíca, tornou-se um dos grandes símbolos do espírito do Carnaval.

Conta a história do Sr. Scrooge, um velho avarento e pouco dado à alegria que nunca festejava o carnaval, ficando sozinho em casa. Aos funcionários de que é patrão não permite sequer uma folga para ajudarem a preparar os carros alegóricos, ou mesmo um extra no Carnaval (na época o Subsídio de Carnaval ainda não estava instituído) para poderem comprar uma máscara em condições para si e para as suas famílias.

Na noite de Sábado para Domingo de Carnaval, quando todos se divertiam nos bailes pela cidade, Scrooge adormece sozinho na sua casa vazia. Logo no início da noite aparece-lhe o fantasma de um antigo sócio que o precavê para a vida que leva e que, tal como ele, acabará sozinho. Anuncia-lhe também que será visitado por três fantasmas nessa noite: o Fantasma do Carnaval Passado, o Fantasma do Carnaval Presente e o Fantasma do Carnaval Futuro. Através das visões que vai tendo, sobretudo do seu provável futuro, Scrooge apercebe-se quão errada é a sua escolha de prioridades e decide mudar. No Domingo de Carnaval é já um homem pronto para o desfile, que se entrega à folia de forma desmedida. Não esquecendo a bondade, vai mesmo a casa de um dos seus funcionários e oferece fatos novo para toda a familia, bem como um belo repasto de arroz e feijão.

La Giosamba

Filed under: Pintó Samba — Lady Samba @ 16:22

Colombina Lisa

Finalmente disponível neste blog em que todos sambamos, esta imagem representa a célebre pintura de Leozinho da Vinci, La Giosamba.
Sobre esta pintura da Colombina com um sorriso enigmático muito tem-se discutido através dos séculos, e uma das hipóteses mais conhecidas é a de que Leozinho, neste quadro, retratou-se a ele mesmo numa fantasia de união ideal de Colombina e Pierrot; contudo, aqui queremos apresentar um ponto de carácter inédito que surpreendentemente tem escapado da atenção de numerosos sambólogos, revelada pelo contraste cromático que se verifica na tela: que a musa desta pintura, Sambalisa, estava a sofrer de um horrível escaldão por ter-se deixado ficar ao sol durante horas na praia de Copacabana antes de ir posar para o Leozinho. Assim, nota-se perfeitamente pelas cores apresentadas no retrato que Sambalisa esqueceu-se do guarda-sol em casa neste dia e que somente a sua touca carnavalesca e os óculos de sol impediram que o seu rosto fosse queimado pelo sol tropical implacável, e ainda nos leva a acreditar na fiabilidade de uma hipótese coadjuvante em que, nesta incursão pelas afamadas praias cariocas, ela provavelmente não terá encontrado nenhum camelô que lhe vendesse um protector solar.

Ainda achamos digno de nota referir que a paisagem que se estende por detrás de La Giosamba até o horizonte é um testemunho da beleza do caminho que no séc. XVI levava até à praia de Ipanema, onde grandes rodas de samba eram organizadas na altura.

O Sambador

Filed under: Arqui-samba — Lady Samba @ 15:55

O Sambador

Célebre escultura de Agostinho da Roda que retrata o Sambista Sapiens arquetípico na sua posição clássica a divagar sobre o ritmo que elabora com a sua cuíca. Uma leitura mais profunda desta magnífica obra irá revelar toda a evolução do sambista em confronto com o seu próprio eu através do meta-samba, e todas as perguntas e respostas elaboradas nas avenidas do tempo onde já desfilou e desfilará. O passado, presente e futuro são assim aqui adivinhados e condensados neste registo cultural e histórico da consciência do samba.

10, Julho, 2006

Last Night I Dreamt That Somebody Sambed With Me

Filed under: Sambofonia — Lady Samba @ 11:43

Dentro da cultura alternativa poucas melodias podem ser comparadas à grandiosidade eloquente deste samba paradigmático de autoria da Escola de Samba mais controversa de todos os tempos, The Sambisths, que posteriormente serão motivo de um estudo aprofundado.

Vindo da quinta-essência da expressão do Sambista sapiens, a paixão do samba transforma-se, neste chorinho, num grito lancinante a evocar uma multiplicidade de signos que se desdobrará oniricamente pelo Carnaval afora, dando sentido por um momento a cada máscara e a cada fantasia, sob a fria égide da sombria e temida quarta-feira de cinzas a despontar no horizonte. Nesta transposição do desejo ao sonho como único universo provável para a sua realização, naturalmente irreal e momentâneo na sua fragilidade, The Sambisths aqui fazem uma interessantíssima incursão sobre a natureza da máscara de carnaval e da sua dicotomia fenomenológica, por fora enquanto desejo falsamente realizado e por dentro no contacto com a realidade da pele fria do sambista, confrontado com a solidão cosmológica intrínseca do sonho que consiste no seu carnaval.

9, Julho, 2006

Gastrossamba

Filed under: Medisamba — Rainha do Carnaval @ 18:32

Doença do foro digestivo, causada pela ingestão de caninha mal destilada. Provocada por uma apatia das células da parede gástrica, a inflamação impede-as de sambar na sua digestão normal. Os principais sintomas são incapacidade de manter o ritmo ao sambar, mal-estar generalizado e náuseas.

Para o seu tratamento recomenda-se hidratação com leite de coco batido ao som de Chiquinha Gonzaga.

7, Julho, 2006

Samba no Coração

Filed under: 7º Samba — Rainha do Carnaval @ 18:39

A história de uma jovem noviça num convento austríaco que foge para os montes para sambar em liberdade. A sua forma irreverente de encarar o noviciado faz com que seja enviada como ama para casa de um militar viúvo. As 7 crianças da família depressa se afeiçoarão a esta jovem que as retira da disciplina militar que o seu pai, amargurado pela morte da esposa, lhes impunha, abraçando alegremente a disciplina sambística. Com o tempo Maria conseguirá mesmo cativar o triste militar para a magia do samba e do amor.

Com a anexação pela ditadura nazi da valsa, a família vê-se obrigada a fugir pelas montanhas para uma terra onde vigore a liberdade de samba.

Profiteroles

Filed under: Gourmet Samba — Rainha do Carnaval @ 17:56

Delícia culinária da doçaria francesa, não pode faltar às mesas dos sambistas mais requintados.

Consiste em pequenas bolas de massa de arroz, com um suculento recheio de couve mineira, cobertas por uma deliciosa calda de feijão preto bem apurada.

Uma boa receita para qualquer refeição mais chique em que precise de impressionar o pagodista da sua zona ou apenas como uma iguaria para a família.

Samba do Miocárdio

Filed under: Medisamba — Rainha do Carnaval @ 17:52

Doença cardiovascular vulgar, causada pela ausência de exercício físico consumado na prática sambista em quantidades diárias regulares. A má alimentação também poderá ser um factor de aumento da probabilidade de sofrer da doença. Para evitar e tratar esta doença recomenda-se uma alimentação equilibrada à base de feijão preto, farofa, picanha, arroz e a ingestão mínima de 2l de caipirinha diários.

5, Julho, 2006

Nick Cave & The Bad Sambas

Filed under: Sambofonia — sambaray @ 21:44

De que outra mente senão a de Nick Cave é que poderiam ter saído sambas tão peculiares e marcantes como “The Mercy Samba”, “From Samba To Eternity” ou “Where The Wild Roses Samba”?

Porventura um dos artistas-chave desse “movimento carnal que estabelece a ponte entre o inferno e o paraíso”, como o próprio o definiu, Nick Cave desde cedo tomou como sua a tarefa de levar o samba até onde ninguém havia ousado levar até então, facto que o levou mesmo ma ser deportado da sua Austrália Natal no início dos anos 80, em conjunto com a sua banda de então, os Samba Party, por insistirem em levar o seu samba altamente polissexual para os cemitérios e igrejas. A constante invasão por parte da banda em cerimónias religiosas para aí tocarem os seus longos sambas improvisados tornou-os muito pouco populares entre os “plebeus pé-de-chumbo”, como Cave se referia aos australianos que não se deixavam sambar.

Já nesta fase primitiva o samba de Cave tinha algo de idiossincrático, uma visão extremamente pessoal do samba, mas que coincidia com uma busca pelas raízes do samba como música pagã mas cujo apogeu era o fervor religioso que nele se imprimia através de perfomances que eram obrigatoriamente extremas em meios e entrega do artista. “Se o samba era uma árvore, eu procurava mostrar o estrume que a adubou, o nosso samba era uma merda, mas porque nós assim o pretendíamos”, confessou um Nick Cave já exilado em Inglaterra.

Foi aí que o seu samba encontrou um novo público, que por sua vez encontrou sempre sítios longe de qualquer manifestação sambística de Cave e seus aliados. No entanto, apesar de pequeno, começou-se a formar um grupo de aficionados que encontravam no samba de Cave algo que há muito faltava no samba algo mortiço dos grupos britânicos de então.

Porém, quando tudo apontava para uma maior aceitação deste samba primal, o impensável aconteceu; Cave dissolveu a banda, no decorrer de diversos problemas com drogas e álcool, sendo que os restantes membros da banda não achavam muita piada a Cave ter direito a ambas enquanto que a banda tinha de sambar noite e dia alimentada a chouriço. Cave então, como havia de ficar registado para a lenda, no final de um incendiário samba de 90 minutos, defecou no palco e gritou com as mãos cheias: “São demasiado bons para comerem chouriço? Merda para vocês!…”.

Muitos pensaram que era este o fim de Nick Cave e do seu samba, mas ainda havia muito para sambar, como veremos na segunda parte deste nosso estudo da carreira dessa luminária do samba, aquele a quem podemos sem pudor chamar o sambista escatológico.

O Samba Da Vinci

Filed under: 7º Samba, Biblio-samba — Lady Samba @ 14:05

Durante séculos o samba foi reprimido por movimentos retrógrados como a valsa e o chá-chá-chá, altura em que foram criados os primeiros chorinhos, batucados em clandestinidade na Idade Média. Mesmo durante a Renascença os cruéis inquisidores não deixavam as pessoas sambarem em paz, e só através de códigos sambalisticamente encriptados os sambistas conseguiam manter uma ténue proximidade, de resto mais expressiva em termos de história cultural pois impediu que o samba morresse. De facto, um testemunho desta dolorosa repressão é encontrada num pergaminho do séc. XVI escrito por um sambista incógnito, com o célebre apelo “Não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar, o morro foi feito de samba, de samba prá gente sambar”.
O sambista Daniel Batera parte deste pergaminho e de outras realidades e documentos históricos na sua obra O Samba Da Vinci para avançar sambando com a hipótese: seria o famoso criador da Sambalisa, Leozinho Da Vinci, o porta-estandarte da Escola de Samba do Sião e autor deste mesmo apelo, a sambar anonimamente pelas avenidas da Renascença numa clandestinidade imposta por uma ditadura contra o carnaval?

Um romance de samba histórico para ser lido e visto no telão da avenida no sábado de carnaval!

4, Julho, 2006

O Sexto Samba

Filed under: 7º Samba — Cavaleiro Reco-Reco @ 17:51

A surpreendente história de um pequeno rapaz que vê pessoas a sambar por todo o lado, ainda que estas não estejam na realidade a sambar. A criança é conduzida pela sua mãe a um psiquiatra especializado em casos clínicos sambísticos do foro mental e que, inicialmente, oferece muita resistência à possibilidade de toda a situação ter origens paranormais.
Contudo, com o passar do tempo, o psiquiatra irá pôr em causa a sua até então forte crença na ciência, e irá perceber que nem tudo o que parece é.

Uma história que aborda o samba de uma forma inovadora e assaz arrojada, depositando muita força nos dois sambistas principais. Um filme recheado de suspense, muita dança e samba até cair para o lado, com efeitos especiais que redefiniram a vertente cinematográfica do samba nos anos 90.

Vencedor incontestado da Pandeireta de Ouro do Festival de Samba de Berlim de 1999 e nomeado para seis Reco-Recos da Academia de Samba de Hollywood.

O Samba do Padre Amaro

Filed under: Biblio-samba — Rainha do Carnaval @ 17:32

A história de um homem de fé, que a perdeu, enlouquecendo de amor por uma Rainha do Carnaval. Ela acreditará que o seu amor durará mais que os três dias do Carnaval mas acabará por morrer sozinha e abandonada por ele. Ele, voltará à sua vida de fé, calando e reprimindo os seus mais básicos instintos sambistas, libertando-os apenas três dias por ano.

A Interpretação do Samba

Filed under: Biblio-samba — Lady Samba @ 13:51

Da autoria do renomado sambalista Sigismundo Carnaval, este livro é uma das tentativas pioneiras de se entender as diferentes modalidades de samba e o seu papel no subconsciente individual do sambista (não confundir com as teorias rítmicas de Carlos Junqueira do Pagode que no seu livro O Sambista e os Seus Símbolos via o sujeito sambista preferencialmente enquanto membro cultural das Escolas de Samba e estudava assim o Samba Colectivo).

Sigismundo Carnaval apresenta teorias revolucionárias neste grandioso masterpiece da cultura sambagística ao demonstrar como a glória e a derrota que só na avenida podem ser conseguidas reaparecem posteriormente em temáticas menos explícitas em sambas diversos, conseguindo assim escapulir ao rígido domínio da bateria do super-ego.

Um livro imperdível para todos que querem compreender melhor os mecanismos intrínsecos e subtis da mente do samba!

Samba Will Tear Us Apart

Filed under: Sambofonia — Lady Samba @ 13:04

Este é um samba-canção de extremos sobre a desagregação do self do sambista na modernidade tardia, em que o samba alia-se ao poder egóico para resgatar a consciência embora possa, neste processo, causar um rompimento entre o ser e o espaço em que habita.

É sabido que o filósofo João-Paulo Samba comentou deste samba que “no alto do Morro encontra-se a unidade primal, e só lá pode dar-se a reunião do Ser com o Samba, longe das pressões mesquinhas da quarta-feira de cinzas”.

Uma mensagem a ser pensada e repensada no contexto do pós-samba apocalíptico.

3, Julho, 2006

Hamlet! To Samba or not to Samba!

Filed under: Biblio-samba — Rainha do Carnaval @ 18:55

O dilema de um jovem príncipe dividido entre a sua vocação sambística e as obrigações da sua posição. A sua raiva focar-se-à contra o tio que havia morto o irmão durante o sono, usurpando a coroa. O jovem Hamlet ver-se-à indeciso entre a sua tentativa de manter e cumprir o legado do seu pai enquanto patrono do samba e vingar a sua morte e a traição da sua mãe, que tinha enquanto viúva começado a valsar com o cunhado.

A sua amada, Ofélia do Morro, suicidar-se-à por não conseguir lidar com a mente perturbada e conturbada do seu amante, deixando-o ainda mais sozinho e aumentando o seu desejo de vingança.

Esta tragédia culminará no Domingo de Carnaval com a morte de todos os personagens ao som do samba.

A Guerra dos Sambas

Filed under: 7º Samba, Biblio-samba — Rainha do Carnaval @ 18:30

Pela não-exclusividade do samba, uma Escola alienígena invade a terra para impôr o respeito devido pelo samba como única forma válida de expressão cultural. Após momentos de desespero, a magnificência do samba humano e o seu carácter tolerante e inclusivo mostram aos extra-terrestres que o samba não precisa de exclusividade porque é omnipresente, omnisciente e omnipotente, derrotando os invasores.

O Samba de Dorian Gray

Filed under: Biblio-samba — Lady Samba @ 17:41

No século XIX já havia um grande fascínio pelo samba, como assim o prova o livro O Samba de Dorian Gray, em que um jovem sambista de rara beleza é acudido de tal emoção no seu primeiro carnaval que samba durante toda a noite sem poder parar, só para ficar, na manhã seguinte, decrépito e enrugado em plena avenida.

A paixão do carnaval, a ressaca e o amor (próprio) são temas desta fantasia de horror no cenário londrino das festividades pré-quaresmais.

E tudo o samba levou…

Filed under: 7º Samba — Rainha do Carnaval @ 16:17

Este filme é um bom exemplo da popularidade do samba durante a Guerra Civil Americana. O filme começa com Scarlett O’Samba no seu papel como rainha da Escola de Samba da Confederação, onde Rhett Reco-Reco Butler é Porta-Estandarte. As principais batalhas são retratadas como jogos de futebol com o samba como banda sonora.

Em suma, paixão, futebol, guerra e Carnaval no seu melhor.

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