Samba e Cultura

14, Dezembro, 2006

Romeu e Sambieta

Filed under: Biblio-samba — Rainha do Carnaval @ 19:39

A história trágica de dois amantes filhos de famílias detentoras de escolas de samba rivais que, num fatídico Baile de Carnaval, se apaixonam perdidamente, esquecendo as convenções sociais e as suas obrigações para com as suas famílias.

Este amor torturado resultará numa tragédia comovente que termina com o suicídio de ambos, confirmando mais uma vez que os amores nascidos sob o signo da máscara de Carnaval são, sempre que contrariados, fatídicos, porque lhes é impossível fugir.

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13, Dezembro, 2006

Odissamba

Filed under: Biblio-samba — Rainha do Carnaval @ 19:34

Após uma desgastante guerra que dura dez anos, Ulissamba e os seus homens propõem-se voltar à sua terra, Ítassamba. Mas a viagem revela-se bem mais difícil do que o previsto, durando mais 10 anos num perigoso mar, onde viverão numerosas aventuras e serão tentados por sereias que, com os seus gritos de capivara os tentam enfeitiçar.

À chegada, Ulissamba encontra a sua dedicada esposa rodeada por pretendentes ao seu trono como rei do Carnaval, sem saber como lidar com a sua ausência. Para atrasar a resolução do problema, ela compromte-se a escolher o próximo rei quando acabar de costurar o seu fato para o próximo Carnaval. Assim, se durante os dias costura, todas as noites desfaz o seu trabalho, mantendo a fidelidade ao seu verdadeiro rei.

12, Dezembro, 2006

Os Luso-sambíadas

Filed under: Biblio-samba — Rainha do Carnaval @ 19:29

Dum país apaixonado pelo samba, parte um grupo de intrépidos navegadores-sambistas dispostos a dar novos sambas aos mundo!

Desta heróica viagem, resulta uma epopeia ímpar que conta a história de um povo torturado pela falta das especiarias necessárias para bem temperar o seu feijão e a sua picanha. Imbuídos deste patriótico espírito percorrerão oceanos e terras distantes permitindo ao seu país o início de um lucrativo comércio com o oriente do samba.

Mas a história mais marcante deste poema é relatada quase no seu final, na qual o grupo de navegadores aporta a uma ilha maravilhosa onde é Carnaval todo o ano e onde estes exauridos heróis se podem deliciar com as melhores melodias do samba e com as mais belas rainhas de Carnaval alguma vez vistas.

Esta obra tornou-se um monumento nacional, admirado e adorado por uma nação sedenta de samba na sua vida.

11, Julho, 2006

Conto de Carnaval

Filed under: Biblio-samba — Rainha do Carnaval @ 23:31

Este clássico da literatura universal, contado pelas famílias em torno da sua cuíca, tornou-se um dos grandes símbolos do espírito do Carnaval.

Conta a história do Sr. Scrooge, um velho avarento e pouco dado à alegria que nunca festejava o carnaval, ficando sozinho em casa. Aos funcionários de que é patrão não permite sequer uma folga para ajudarem a preparar os carros alegóricos, ou mesmo um extra no Carnaval (na época o Subsídio de Carnaval ainda não estava instituído) para poderem comprar uma máscara em condições para si e para as suas famílias.

Na noite de Sábado para Domingo de Carnaval, quando todos se divertiam nos bailes pela cidade, Scrooge adormece sozinho na sua casa vazia. Logo no início da noite aparece-lhe o fantasma de um antigo sócio que o precavê para a vida que leva e que, tal como ele, acabará sozinho. Anuncia-lhe também que será visitado por três fantasmas nessa noite: o Fantasma do Carnaval Passado, o Fantasma do Carnaval Presente e o Fantasma do Carnaval Futuro. Através das visões que vai tendo, sobretudo do seu provável futuro, Scrooge apercebe-se quão errada é a sua escolha de prioridades e decide mudar. No Domingo de Carnaval é já um homem pronto para o desfile, que se entrega à folia de forma desmedida. Não esquecendo a bondade, vai mesmo a casa de um dos seus funcionários e oferece fatos novo para toda a familia, bem como um belo repasto de arroz e feijão.

5, Julho, 2006

O Samba Da Vinci

Filed under: 7º Samba, Biblio-samba — Lady Samba @ 14:05

Durante séculos o samba foi reprimido por movimentos retrógrados como a valsa e o chá-chá-chá, altura em que foram criados os primeiros chorinhos, batucados em clandestinidade na Idade Média. Mesmo durante a Renascença os cruéis inquisidores não deixavam as pessoas sambarem em paz, e só através de códigos sambalisticamente encriptados os sambistas conseguiam manter uma ténue proximidade, de resto mais expressiva em termos de história cultural pois impediu que o samba morresse. De facto, um testemunho desta dolorosa repressão é encontrada num pergaminho do séc. XVI escrito por um sambista incógnito, com o célebre apelo “Não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar, o morro foi feito de samba, de samba prá gente sambar”.
O sambista Daniel Batera parte deste pergaminho e de outras realidades e documentos históricos na sua obra O Samba Da Vinci para avançar sambando com a hipótese: seria o famoso criador da Sambalisa, Leozinho Da Vinci, o porta-estandarte da Escola de Samba do Sião e autor deste mesmo apelo, a sambar anonimamente pelas avenidas da Renascença numa clandestinidade imposta por uma ditadura contra o carnaval?

Um romance de samba histórico para ser lido e visto no telão da avenida no sábado de carnaval!

4, Julho, 2006

O Samba do Padre Amaro

Filed under: Biblio-samba — Rainha do Carnaval @ 17:32

A história de um homem de fé, que a perdeu, enlouquecendo de amor por uma Rainha do Carnaval. Ela acreditará que o seu amor durará mais que os três dias do Carnaval mas acabará por morrer sozinha e abandonada por ele. Ele, voltará à sua vida de fé, calando e reprimindo os seus mais básicos instintos sambistas, libertando-os apenas três dias por ano.

A Interpretação do Samba

Filed under: Biblio-samba — Lady Samba @ 13:51

Da autoria do renomado sambalista Sigismundo Carnaval, este livro é uma das tentativas pioneiras de se entender as diferentes modalidades de samba e o seu papel no subconsciente individual do sambista (não confundir com as teorias rítmicas de Carlos Junqueira do Pagode que no seu livro O Sambista e os Seus Símbolos via o sujeito sambista preferencialmente enquanto membro cultural das Escolas de Samba e estudava assim o Samba Colectivo).

Sigismundo Carnaval apresenta teorias revolucionárias neste grandioso masterpiece da cultura sambagística ao demonstrar como a glória e a derrota que só na avenida podem ser conseguidas reaparecem posteriormente em temáticas menos explícitas em sambas diversos, conseguindo assim escapulir ao rígido domínio da bateria do super-ego.

Um livro imperdível para todos que querem compreender melhor os mecanismos intrínsecos e subtis da mente do samba!

3, Julho, 2006

Hamlet! To Samba or not to Samba!

Filed under: Biblio-samba — Rainha do Carnaval @ 18:55

O dilema de um jovem príncipe dividido entre a sua vocação sambística e as obrigações da sua posição. A sua raiva focar-se-à contra o tio que havia morto o irmão durante o sono, usurpando a coroa. O jovem Hamlet ver-se-à indeciso entre a sua tentativa de manter e cumprir o legado do seu pai enquanto patrono do samba e vingar a sua morte e a traição da sua mãe, que tinha enquanto viúva começado a valsar com o cunhado.

A sua amada, Ofélia do Morro, suicidar-se-à por não conseguir lidar com a mente perturbada e conturbada do seu amante, deixando-o ainda mais sozinho e aumentando o seu desejo de vingança.

Esta tragédia culminará no Domingo de Carnaval com a morte de todos os personagens ao som do samba.

A Guerra dos Sambas

Filed under: 7º Samba, Biblio-samba — Rainha do Carnaval @ 18:30

Pela não-exclusividade do samba, uma Escola alienígena invade a terra para impôr o respeito devido pelo samba como única forma válida de expressão cultural. Após momentos de desespero, a magnificência do samba humano e o seu carácter tolerante e inclusivo mostram aos extra-terrestres que o samba não precisa de exclusividade porque é omnipresente, omnisciente e omnipotente, derrotando os invasores.

O Samba de Dorian Gray

Filed under: Biblio-samba — Lady Samba @ 17:41

No século XIX já havia um grande fascínio pelo samba, como assim o prova o livro O Samba de Dorian Gray, em que um jovem sambista de rara beleza é acudido de tal emoção no seu primeiro carnaval que samba durante toda a noite sem poder parar, só para ficar, na manhã seguinte, decrépito e enrugado em plena avenida.

A paixão do carnaval, a ressaca e o amor (próprio) são temas desta fantasia de horror no cenário londrino das festividades pré-quaresmais.

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